A valorização da memória da população negra, o reconhecimento de trajetórias historicamente invisibilizadas e o fortalecimento da identidade e da ancestralidade afro-brasileira estão no centro da programação do Novembro Negro 2026 da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). Promovido pelo Governo do Estado da Bahia, o conjunto de iniciativas será apresentado no dia 10 de novembro, às 18h, no Auditório Kátia Mattoso, localizado no Centro de Formação Ubiratan Castro, no 3º andar da Biblioteca Central do Estado da Bahia, nos Barris, em Salvador. A programação reúne ações do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), do Centro de Memória da Bahia (CMB) e das bibliotecas públicas estaduais, além de publicações e atividades educativas e culturais.
Entre os destaques estão o Conecta Fragmentos: da Bahia para o Mundo, que amplia a circulação da exposição Fragmentos de Memória por espaços de grande movimentação de Salvador; a inclusão de 32 novos verbetes sobre lideranças religiosas de matrizes africanas no Dicionário Biográfico Histórico da Bahia; e o lançamento da quarta edição da campanha Cadê Minha Boneca Preta?, voltada à representatividade e ao fortalecimento da autoestima de crianças negras.
“Preservar a memória da população negra é reconhecer seu protagonismo na construção da história e da identidade da Bahia. Com essa programação, a Fundação Pedro Calmon reafirma o compromisso do Governo do Estado com a valorização da ancestralidade, o enfrentamento ao racismo e a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento. São iniciativas que levam a memória para além dos arquivos, reconhecem trajetórias historicamente invisibilizadas e fortalecem o papel das bibliotecas como espaços de formação, pertencimento e transformação social”, destaca Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon.
Entre as iniciativas do Arquivo Público, o Conecta Fragmentos: da Bahia para o Mundo leva reconstituições visuais de pessoas escravizadas e libertas, produzidas com inteligência artificial a partir de documentos históricos, a espaços de grande circulação de Salvador, como o Aeroporto Internacional de Salvador, a Rodoviária de Salvador, a Estação Mussurunga, do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, operado pela Metrô Bahia, e a Estação Calçada, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A exposição também contempla espaços educativos e institucionais, como o Colégio Estadual Manoel Devoto, a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia. A programação inclui ainda a apresentação do Projeto CORes, desenvolvido pelo Hub Educacional, com apoio institucional do APEB no âmbito do Arquivo de Portas Abertas.
O Centro de Memória da Bahia apresentará 32 novos verbetes dedicados a lideranças religiosas de matrizes africanas, que ficarão disponíveis na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé. O espaço digital também publicará, em 18 de novembro, o artigo A Arte de Trançar Pelo Viés da Mediação Cultural: O Agir Representativo de Trancistas Soteropolitanas, de Ingrid Paixão e Raquel do Rosário.
A programação inclui ainda o lançamento da quarta edição da campanha Cadê Minha Boneca Preta?, que mobiliza a sociedade para a arrecadação e distribuição de bonecas pretas a crianças em situação de vulnerabilidade social. Ao longo do mês, seis bibliotecas públicas estaduais, em Salvador e Itaparica, também promoverão rodas de conversa, encontros literários, oficinas, exposições e atividades culturais voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento do racismo.
Serviço
O quê: Lançamento das Ações do Novembro Negro 2026 da Fundação Pedro Calmon
Quando: 10 de novembro de 2026 (terça-feira), às 18h
Onde: Auditório Kátia Mattoso – Biblioteca Central do Estado da Bahia, Barris, Salvador
Realização: Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e Fundação Pedro Calmon (FPC).
Fonte: Ascom/FPC
Fonte: Governo da Bahia.







