Itabuna vai contar com um Fluxo Integrado de Atendimento (FLIA) para combater a insegurança alimentar. A ação foi estruturada na quinta-feira, dia 5, no auditório do SEBRAE, durante uma oficina com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e das secretarias municipais de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) e de Saúde.
A consultora do MDS Camila Rodrigues explicou que a criação do fluxo faz parte de uma das etapas do protocolo Brasil Sem Fome que visa organizar o atendimento em segurança alimentar e nutricional no município. Ela destacou que é preciso avaliar como as pessoas em situação de insegurança alimentar e fome serão atendidas dentro dessa organização.
“O fluxo vai articular todas as secretarias envolvidas nessa pauta e será necessário pensar em uma intersetorialidade. Para isso, o MDS vai apoiar tecnicamente o serviço”, esclareceu.
A partir da criação do fluxo, todas as pessoas que apresentarem baixo nível nutricional serão encaminhadas aos equipamentos assistenciais da SEMPS. Em seguida, a secretaria dará um retorno sobre as medidas adotadas para combater a insegurança alimentar e tudo será registrado. Dessa forma, a pasta terá acesso a dados mais concretos sobre o quadro desse tipo de insegurança no município.
O encontro contou com a presença das equipes dos departamentos de Proteção Básica e do Bolsa Família da SEMPS. Os técnicos se reuniram em grupos para sugerir formas de pactuar a entrada das pessoas no fluxo e realizar os encaminhamentos para os programas e serviços aos quais elas têm direito.
De acordo com informações do MDS, Itabuna está entre os 59 municípios da Bahia que apresentam um quadro de insegurança alimentar grave. Os dados foram levantados a partir de informações da Saúde e do Cadastro Único.
O secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, Erasmo Ávila, ressaltou os avanços no combate à insegurança alimentar com a criação do programa Bahia Sem Fome pelo Governo do Estado, além do Conselho de Segurança Alimentar.
“Vamos utilizar todos os equipamentos que temos, como os CRAS, já que eles mantêm uma relação próxima com as famílias vulneráveis. Então, além de fazermos nosso papel por meio dos programas de distribuição de cestas básicas e do Vale-Gás, vamos promover a inclusão nesse programa, que é algo bem maior e conta com elementos fundamentais para que possamos cuidar das pessoas”, disse.
Para a consultora do MDS, Camila Rodrigues, a superação da insegurança alimentar é uma responsabilidade de todos os gestores e da sociedade civil. “É uma garantia de direitos. Então, o município precisa trabalhar na perspectiva dessas garantias. É preciso pensar em ações estratégicas que combatam a fome”, avaliou.













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