Chocolat Bahia em Ilhéus atraiu 90 mil pessoas e movimentou R$ 25 milhões em negócios

Encerrou neste domingo (26) a 17ª edição do Chocolat Bahia, evento que foi sediado no Centro de Convenções de Ilhéus, no Sul do estado, e movimentou toda a cadeia produtiva do cacau e chocolate. Ao longo de quatro dias, a feira – considerada a maior da América Latina – reuniu agentes do setor e promoveu uma programação diversa e gratuita para todos os públicos.
Com mais de oito mil metros quadrados de feira, os visitantes puderam conhecer, apreciar e comprar dezenas de produtos derivados do cacau, como o chocolate de origem, mel, manteiga, nibs, e bebidas, fortalecendo o agronegócio, o empreendedorismo rural e a produção artesanal baiana. Outras atividades também aconteceram no interior do Centro de Convenções, como Cozinha Show, Cozinha Kids, Atelier do Chocolate, ações sociais com mulheres e estudantes da rede pública de ensino, atrações culturais, rodadas de negócios, visitas à fazendas de cacau e uma programação técnica voltada para especialistas.
Chocolat Bahia em números
Fundado em 2009 em Ilhéus, o Chocolat Festival chegou a marca de 49 edições, com sedes em outras cidades brasileiras e no exterior, como Altamira, Belém, Brasília, Salvador e Portugal. Na terra de Jorge Amado, o evento acumula 17 edições.
Em 2026, o Chocolat Bahia superou a expectativa de público de 90 mil pessoas em quatro dias no Centro de Convenções de Ilhéus. Foram mais de 180 expositores de diversas regiões da Bahia, Pará e outros estados, mais de 200 marcas de chocolates bean to bar (do grão à barra) e tree to ba (da árvore à barra), e uma média de R$25 milhões em negócios diretos e futuros.
De acordo com Marco Lessa, criador do evento, o Chocolat deixa um legado econômico e cultural para a região. “O Chocolat Bahia movimenta toda a cadeia produtiva do cacau do estado e o turismo. Durante o evento, chegamos a uma ocupação hoteleira de quase 100%, além da visibilidade para os expositores, com uma estimativa de R$25 milhões em negócios. Então, o impacto é altamente positivo: fortalece a imagem de Ilhéus como a Capital do Cacau, estimula os pequenos empreendedores, a agricultura familiar e todos os setores relacionados”, disse.
Já a programação gastronômica contou com mais de 20 horas de Cozinha Show, com chefs e chocolatiers renomados como Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Carlos Motta, Deia Lopes, Elma Cunha e Núbia da Hora, além da Cozinha Kids, comandada pela chef Karla Leal.
O auditório do Centro de Convenções foi palco de discussões sobre inovações e o futuro do cacau e chocolate brasileiro. Especialistas, autoridades, empresários e estudantes se reuniram em painéis de debates no Cacau Summit e ChocoDay, em palestras que duraram cerca de 10 horas.
Arte, música e cultura não faltou no Chocolat Bahia, foram horas ininterruptas de apresentações no Palco Cabruca, Pavilhão Cultural e corredores durante todo o evento, com show ao vivo de cantores e bandas locais, encenações teatrais, lançamento de livros e animação infantil.
Carmen Miranda de Chocolate
O espaço Atelier chamou atenção de quem passou com uma escultura feita 100% de chocolate construída em tempo real. A musa inspiradora da obra foi a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda, ícone dos anos 1930 a 1950 e uma das responsáveis por exportar a cultura baiana para o mundo através da arte e da música, com figurinos típicos e o clássico “O Que É que a Baiana Tem?”, de Dorival Caymmi.
A obra do chef Léo Vilela totalizou 120kg de chocolate e mais de 2 metros de altura, e foi doada para instituição filantrópica local.
Arrecadação de alimentos
Em parceria com o Lions Clube Ilhéus Pontal, o Chocolat Bahia arrecadou mais de três toneladas de alimentos não perecíveis em quatro dias. A campanha solidária mobilizou o público que foi incentivado a entregar a doação no portal de entrada do evento.
Foram contempladas quatro instituições de integração, apoio e solidariedade de Ilhéus, são elas: Paróquia São Paulo Apóstolo, Casa da Criança Daniel Rebouças, Escola Dom Bosco, Associação de Apoio e Portadores com Câncer. Para Luciene Mendes, coordenadora de extensão do Lions, a iniciativa beneficia diversos grupos.
“Os clubes de serviço da Lions se uniram nessa ação em prol de um propósito comum, quem é a campanha de alívio à fome. As doações foram entregues às organizações cadastradas e vão beneficiar crianças, idosos, pessoas com deficiência e com doenças degenerativas e pacientes com câncer”, disse.
Concurso do Melhor Chocolate Artesanal do Chocolat Bahia 2026
O Chocolat Bahia 2026 reconheceu e premiou as melhores produções de chocolate artesanais. Organizado pelo CIC – Centro de Inovação do Cacau, o concurso contemplou quase 200 expositores da Feira de Chocolate, que entregaram suas amostras a uma banca técnica formada por especialistas, chefs e jornalistas para avaliação às cegas do sabor, aroma e intensidade.
Nas categorias Chocolate Intenso 70% e Chocolate ao Leite, o primeiro lugar foi para a Mission Chocolat, que levou R$1000 e um estande no Salon du Chocolat Brasil, em Salvador. O pódio completo nas duas categorias foi formado pela Ju Arléo Chocolates, Tombador Cacau, Corumbau Cacau e Cacau dos Anjos, que também foram premiados.
Realização
Realizado pela MVU Empreendimentos, o projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do fundo de cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, conta com parcerias do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Turismo (SETUR), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Companhia de Desenvolvimento Social Ação Regional (CAR), Instituto Biográfica da Bahia, assim como o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) e Prefeitura Municipal de Ilhéus. O Festival conta ainda com o patrocínio do SEBRAE Banco do Nordeste e APEXBRASIL, tendo apoio da UNICAFES BAHIA, CEPLAC e Associação dos Produtores de Cacau (APC).



