ADÉLIA: “OS R$ 26 MILHÕES DADOS ÀS EMPRESAS DE ÔNIBUS DEVEM CUSTEAR TARIFA ZERO EM ILHÉUS”
Para a pré-candidata a deputada federal, estudo da Associação Nacional de Transportes Urbanos sinaliza viabilidade da tarifa zero no município

A professora Adélia Pinheiro usou estudo recente da Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) para elaborar projeções de implementação da gratuidade do transporte público em um município como Ilhéus, considerando particularidades territoriais e demográficas. “Em todos os cenários, concluímos que o subsídio milionário ao transporte público já demonstra que a Prefeitura tem condições de viabilizar a tarifa zero em Ilhéus”, afirmou.
A pré-candidata a deputada federal pelo PT se referiu à pesquisa _Tarifa Zero nas Cidades do Brasil 2026_, publicada na última quarta-feira (10) pela NTU. Conforme o levantamento, o País tem 143 municípios com tarifa zero universal. Dentre eles, 104 têm menos de 50 mil habitantes, 25 possuem entre 50 mil e 100 mil moradores e 14 ultrapassam a marca de 100 mil habitantes.
Considerando as 14 cidades com mais de 100 mil moradores, o custo anual por habitante varia de R$ 47,55 em Formosa (GO) a R$ 608,21 em Maricá (RJ). “A média é de aproximadamente R$ 149 por habitante ao ano, valor muito próximo dos R$ 147,78 por morador que Ilhéus já destina ao sistema de transporte sem assegurar à população o benefício da tarifa zero”, argumentou Adélia
*PROJEÇÃO*
Com base nos cenários projetados, o mais realista para Ilhéus projeta custo anual entre *R$ 18 milhões e R$ 26,4 milhões*, o equivalente a *R$ 101 a R$ 147,78 por morador ao ano*.
O limite superior da projeção coincide com o valor de *R$ 26,4 milhões* que o município já destina anualmente ao subsídio do transporte coletivo.
“Mesmo levando em conta a extensão territorial e a complexidade operacional de Ilhéus, os recursos atualmente empregados no sistema estão dentro da faixa observada em experiências brasileiras de tarifa zero. Como tenho afirmado, isso comprova a viabilidade financeira da política, desde que seja tratada como prioridade pelo governo local”, concluiu Adélia Pinheiro.
Thiago Dias
Foto Marina Maria



