O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (5) que a derrota do presidente Donald Trump e dos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos também representou um revés para as grandes empresas de tecnologia.
Em entrevista ao programa Boa Noite 247, da TV 247, Amorim disse que a discussão sobre a atuação das big techs precisa avançar e associou o tema à soberania nacional. Segundo ele, a regulação dessas empresas é necessária.
O diplomata também comentou a criação, nesta quinta-feira (5), do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), que aprovou uma lista de 27 minerais considerados críticos e estratégicos para o Brasil. Amorim defendeu que o país tenha controle sobre esse setor e afirmou que os minerais não devem ficar sem regras de exploração e uso.
Na mesma entrevista, ele disse que a vitória dos democratas tende a favorecer o multilateralismo e, em sua avaliação, pode contribuir para a paz internacional. Amorim ponderou, porém, que o conflito entre Ucrânia e Rússia tem maior complexidade.
Ele também criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo Amorim, o Brasil reconhece como terroristas apenas grupos assim classificados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O texto de origem também relaciona a reação de Washington à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito da trama golpista e à aproximação do Brasil com China, BRICS e Sul Global. Essas avaliações aparecem no material como interpretação política, não como fato comprovado.
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Com informações de Brasil 247.













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