O Itaú revisou para cima sua projeção de inflação para 2027, de 4,6% para 6,1%. Ao mesmo tempo, cortou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano, de 1,2% para 0,5%. As informações constam em relatório da equipe de economistas do banco, liderada por Diogo Guillen, ex-diretor do Banco Central, segundo o BM&C News.
De acordo com os analistas, a mudança reflete um cenário mais adverso, com aumento das pressões inflacionárias domésticas, risco de piora das expectativas e ambiente externo menos favorável. O banco também elevou sua projeção para o dólar médio em 2027, de R$ 5,50 para R$ 5,60.
Entre os fatores apontados no relatório estão a alta do petróleo, os ciclos de aumento de juros em economias desenvolvidas, a possibilidade de reversão de medidas para conter a elevação dos combustíveis, efeitos da reforma tributária e o fim da escala de trabalho 6×1.
No campo da política monetária, o Itaú passou a prever que a Selic permaneça em 13,75% até dezembro de 2027. Na leitura anterior, o banco esperava a taxa básica em 12,50% no fim do período. Os economistas também avaliam que o Copom deve interromper o ciclo de cortes já na próxima reunião.
Apesar da revisão para cima da inflação, o banco não projeta, por ora, uma nova alta da Selic. Segundo o relatório, a desaceleração da atividade econômica pode limitar a necessidade de aperto adicional.
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Com informações de Brasil 247.













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